Escri­tu­ra Digi­tal

Due Dili­gen­ce imo­bi­liá­ria
4 de junho de 2020

ESCRI­TU­RA DIGI­TAL

Car­tó­ri­os lota­dos, filas gigan­tes, aglo­me­ra­ções, e lon­go tem­po de espe­ra para um ser­vi­ço que pode­ria ser fei­to em pou­cos minu­tos. Quan­tos de nós já não pas­sa­mos por situ­a­ções seme­lhan­tes, e por vezes, até desa­gra­dá­veis?

A par­tir de ago­ra, a ida ao car­tó­rio para a mai­or par­te dos atos nota­ri­ais tor­nou-se uma facul­da­de do cida­dão, e não mais uma obri­ga­ção.

O Pro­vi­men­to nº 100 do CNJ (Con­se­lho Naci­o­nal de Jus­ti­ça) veio regu­lar a rea­li­za­ção da escri­tu­ra digi­tal, que pode ser fei­ta por vide­o­con­fe­rên­cia de qual­quer lugar do mun­do, bas­tan­do um cer­ti­fi­ca­do digi­tal e cone­xão à rede mun­di­al de com­pu­ta­do­res.

A tro­ca do papel pela tela do com­pu­ta­dor é algo cada vez mais fre­quen­te no mun­do jurí­di­co, e o pro­fis­si­o­nal do direi­to que qui­ser sobre­vi­ver nes­te mun­do cada vez mais dinâ­mi­co, deve estar sem­pre aten­to às novas tec­no­lo­gi­as.

Não bas­ta somen­te a for­ma­ção em Direi­to, é pre­ci­so conhe­cer e estu­dar cada vez mais o mun­do tec­no­ló­gi­co, que está em cons­tan­te evo­lu­ção nas últi­mas déca­das.

Gran­des mudan­ças sem­pre trou­xe­ram cer­ta des­con­fi­an­ça aos ope­ra­do­res do direi­to, que de uma hora para a outra, tor­nam-se reféns da tec­no­lo­gia, e são obri­ga­dos a supe­rar todos os desa­fi­os para exer­cer a pro­fis­são.

Assim foi com o pro­ces­so ele­trô­ni­co, a assi­na­tu­ra digi­tal, as cer­ti­dões digi­tais, e ago­ra, as escri­tu­ras digi­tais.

Mas no final das con­tas, a con­clu­são que sem­pre se che­ga é uma só: O cus­to x bene­fí­cio do mun­do digi­tal é mui­to van­ta­jo­so, e vale a pena empre­en­der todos os esfor­ços para se fami­li­a­ri­zar com as novas tec­no­lo­gi­as, e usu­fruir tudo que ela traz de bom.

A pro­pó­si­to, já dizia Char­les Fran­klin Ket­te­ring, cri­a­dor da Del­co Ele­tro­nics e de mais de 140 inven­ções paten­te­a­das nos Esta­dos Uni­dos: “O mun­do odeia mudan­ças, mas, no entan­to, é a úni­ca coi­sa que traz pro­gres­so”.

Assim, é cer­to que a escri­tu­ra digi­tal veio faci­li­tar a vida do cida­dão, tra­zen­do diver­sos bene­fí­ci­os, como eco­no­mia finan­cei­ra, de tem­po, de recur­sos natu­rais, redu­ção do trân­si­to nas gran­des metró­po­les, como­di­da­de, segu­ran­ça jurí­di­ca, pos­si­bi­li­da­de de trans­fe­rên­cia do tras­la­do ori­gi­nal por via ele­trô­ni­ca, enfim, toda a soci­e­da­de será bene­fi­ci­a­da.

Espe­ra-se tam­bém que a escri­tu­ra digi­tal aju­de no rea­que­ci­men­to do mer­ca­do imo­bi­liá­rio, com ope­ra­ções imo­bi­liá­ri­as mais rápi­das e dinâ­mi­cas, geran­do assim, um gran­de bene­fí­cio para a eco­no­mia do país.

Mais que uma medi­da que visa con­tri­buir para o enfren­ta­men­to da pan­de­mia do coro­na­ví­rus, o Pro­vi­men­to nº 100 do CNJ é uma revo­lu­ção na prá­ti­ca nota­ri­al do país, pois além de per­mi­tir a con­cre­ti­za­ção de negó­ci­os sem o con­ta­to físi­co de pes­so­as, eli­mi­na o óbi­ce da dis­tân­cia entre as par­tes, que até então, teri­am que se encon­trar em um local físi­co comum a todos os par­ti­ci­pan­tes do ato.

Ago­ra é pos­sí­vel assi­nar escri­tu­ra de den­tro da sua casa, como com­pra e ven­da, doa­ção, inven­tá­rio e par­ti­lha, decla­ra­ção de união está­vel, divór­cio, pro­cu­ra­ção, entre outras.

Obvi­a­men­te, há alguns requi­si­tos jurí­di­cos e tec­no­ló­gi­cos que pre­ci­sam ser obser­va­dos para a con­cre­ti­za­ção do ato nota­ri­al.

Eco­no­mi­ze tem­po e tenha mais como­di­da­de! Con­sul­te o advo­ga­do de sua con­fi­an­ça e “vá ao car­tó­rio” sem sair de casa.